O Que Significa “Fugir de Si Mesmo”?

Mônica Nóbrega

A comunicação é meu gatilho para gerar mudanças. Como puder, onde estiver, com o melhor de mim.

O Que Significa “Fugir de Si Mesmo”

Uma mensagem enviada por Camila — mas que poderia ser de qualquer um de nós

No quadro Mônica é 10 Segundos, surgiu uma mensagem que ecoou profundamente: Camila escreveu contando que esconde suas dores, culpas, tristezas… mas também esconde seus desejos, vontades e sonhos.
Ela foge da dor — e foge também do que deseja.
E, como Mônica explicou, isso não é apenas comum: é humano.

O que é “fugir de si”?

“Fugir de si” parece uma frase abstrata, mas descreve um processo muito concreto:

  • Fugir é esconder.
  • Fugir é dissimular.
  • Fugir é desviar-se da própria história.
  • Fugir é preencher o silêncio com barulho.
  • Fugir é usar álcool, balada, distrações e até relacionamentos para não olhar para dentro.

Camila relata beber mais, sair mais e se envolver com pessoas que nem deseja.
Isso não é prazer — é anestesia.

Por que fugimos das nossas próprias dores?

A mente evita o confronto com aquilo que dói.

Traumas, culpas, vergonhas e tristezas crescem dentro de nós quando não são olhadas.
É como diz Mônica:

“É como varrer a sujeira para baixo do tapete. Fica escondida… mas não desaparece.”

E o problema?
O “tapete emocional” começa a ficar tão cheio que a vida vira um tropeço constante.

A pandemia e o espelho que ninguém queria encarar

Durante a pandemia, todos fomos obrigados a viver com nós mesmos.

E ali, sem fuga possível:

  • casais se perceberam estranhos um ao outro
  • pessoas descobriram que não sabiam conviver consigo
  • medos vieram à tona
  • culpas cresceram
  • identidades se perderam

O exercício proposto por Mônica — olhar nos próprios olhos no espelho — é um dos maiores desafios emocionais que existem.

Não é sobre rugas.
É sobre verdade.

O que acontece quando encaramos nossos medos?

Quando fugimos das dores, elas crescem.
Quando fugimos dos sonhos, eles morrem.

Mas quando olhamos nos olhos do medo, acontece algo poderoso:

  • Ele diminui.
  • Ele ganha contorno.
  • Ele se torna administrável.
  • Ele deixa de ser dono da casa emocional.

Mônica descreve isso lindamente:

“Abra a porta para o medo e diga: você pode até vir comigo, mas quem é dona do prédio sou eu.”

É sobre tomar o controle da própria mente.

Os desejos também precisam ser encarados

Camila esconde suas vontades e ousadias.
Por medo.
Por culpa.
Por achar estranho.
Por não se achar merecedora.

Mas quando sufocamos o que desejamos, adoecemos.

  • Sonhos parados viram frustração.
  • Ousadias reprimidas viram ansiedade.
  • Vontades sufocadas viram tristeza.

É preciso abrir a porta para a coragem — mesmo que seja só um pouquinho.

Fuga nunca é solução — é só adiamento

Álcool não cura.
Balada não cura.
Afetos rasos não curam.
Excessos não curam.

Eles distraem.
Eles amortecem.
Eles escondem.

Mas depois, tudo volta — ainda maior.

O único caminho real é este:
sentar à mesa com as próprias cartas emocionais.
Como Mônica disse:

“É a hora de sangrar e de sorrir.”

Porque só passa quem atravessa.

O que você pode fazer agora?
  1. Pare de fugir.
  2. Sente-se consigo.
  3. Olhe nos seus próprios olhos.
  4. Nomeie suas dores — isso as reduz.
  5. Nomeie seus sonhos — isso os reacende.
  6. Caminhe com coragem, mesmo tremendo.
  7. Não se esconda atrás de excessos.
  8. Peça ajuda — isso não é fraqueza, é força.
A pergunta final da Mônica — que vale para todos nós

“Você está fazendo as pazes com o que tem de melhor dentro desse prédio aí?”

E você?
Está encarando o que dói?
Está abrindo espaço para o que deseja?
Ou ainda está fugindo de si?

Participe da conversa

Se você se identificou com Camila, envie sua reflexão também.
Outras pessoas podem estar vivendo exatamente o que você vive — e sua coragem pode ser o primeiro passo delas.

Escreva aqui nos comentários.
E lembre-se: melhorar é conversar. Melhorar é se encontrar. Conte com a gente.


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