Câncer de Mama: Importância do Rastreamento, Diagnóstico Precoce e Fatores de Risco.

Mônica Nóbrega

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Câncer de Mama: Importância do Rastreamento, Diagnóstico Precoce e Fatores de Risco

O câncer de mama é uma das principais causas de morte entre as mulheres no Brasil e no mundo, mas quando detectado precocemente, as chances de cura são extremamente altas. Para destacar a importância do rastreamento e o impacto do estilo de vida, o Dr. Carlos Marino, respeitado mastologista, explicou como as mulheres podem se cuidar, os exames necessários, e os fatores que influenciam o surgimento da doença.

A Partir de Qual Idade as Mulheres Devem Começar o Rastreamento?

De acordo com o Dr. Carlos Marino, o rastreamento para câncer de mama é dividido em etapas recomendadas por idade e condição clínica:

1. Autoexame e Autoconhecimento (A partir dos 35 anos)
  • Mulheres sem histórico familiar podem começar o autoexame e o autoconhecimento das mamas por volta dos 35 anos.
  • Embora o autoexame não substitua os exames médicos, ele ajuda a mulher a reconhecer mudanças em seus próprios seios, o que pode levá-la a procurar ajuda médica em caso de alterações.
2. Mamografia Anual (A partir dos 40 anos)
  • O exame de mamografia deve começar aos 40 anos e ser repetido anualmente até os 74 anos, como recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia.
  • Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou mutações genéticas conhecidas, o rastreamento pode começar aos 30 anos, incluindo exames complementares, como a ressonância magnética.
3. Exames Complementares
  • Em algumas situações, principalmente em pacientes jovens com mamas densas, exames como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser recomendados para complementar a mamografia.
  • O Dr. Carlos afirma que, embora esses exames forneçam informações adicionais, a mamografia permanece o principal método de rastreamento.
Como Identificar Sinais de Alerta no Autoexame

O autoexame é uma forma simples de conhecer suas mamas e perceber mudanças que possam indicar alterações.

O que observar no autoexame:
  1. Nódulos ou caroços: Presença de massas ou espessamentos incomuns.
  2. Alteração na textura ou forma das mamas: Rigidez em áreas específicas ou assimetria.
  3. Alteração nos mamilos: Secreções espontâneas, retração ou descamação.
  4. Mudança na pele das mamas: Vermelhidão, inchaço ou aspecto semelhante a casca de laranja.

 

Dica do especialista: “É importante que toda mulher conheça o aspecto natural de suas mamas, pois isso facilita a identificação de qualquer alteração.”

O Papel da Mamografia e o Avanço da Tecnologia

A mamografia é o método de rastreamento mais eficaz para detectar câncer de mama em estágios iniciais, mesmo quando não há sinais ou sintomas visíveis.

Avanço na Mamografia
  • Mamografia Digital: Garante imagens de maior qualidade com níveis mais baixos de radiação, aumentando a eficácia no rastreamento.
  • Mamografia 3D (Tomossíntese): Ajuda a identificar lesões em mamas densas e melhora a precisão, reduzindo a necessidade de exames adicionais.

O Dr. Carlos destacou que os avanços tecnológicos na mamografia proporcionaram diagnósticos mais precoces: “Enquanto mais cedo detectamos, maiores são as chances de cura e menores as intervenções necessárias, como cirurgias ou quimioterapia.”

Como o Diagnóstico Precoce Aumenta as Chances de Cura?

O diagnóstico precoce está diretamente relacionado às maiores chances de cura e tratamentos menos invasivos. Para isso, a importância da mamografia e da regularidade nas visitas ao mastologista é indispensável.

Por quê?
  • Tumores menores frequentemente resultam em cirurgias mais simples, com remoção limitada dos tecidos afetados.
  • Pacientes com diagnóstico precoce muitas vezes não precisam de quimioterapia agressiva.
Entendendo o Câncer de Mama: Tumores Diferentes, Tratamentos Diferentes

O câncer de mama não é uma única doença, mas sim um conjunto de tipos e subtipos tumorais que requerem tratamentos específicos.

O Dr. Carlos explicou que, após detectar um nódulo suspeito, uma biópsia é realizada para determinar a natureza do tumor.

Imunoistoquímica

Uma das etapas essenciais no diagnóstico é a análise imunoistoquímica, que identifica:

  • Receptores hormonais (estrogênio e progesterona).
  • K67 e HER2: Marcadores que ajudam a planejar o tratamento.

 

Essas análises ajudam o mastologista a personalizar o tratamento, seja ele cirúrgico, medicamentoso, ou ambos.

Tumores Genéticos: Quando Começar o Rastreamento Antes dos 40?

Apenas cerca de 10% dos casos de câncer de mama têm origem genética ou familiar. Em pacientes com mutações conhecidas (como BRCA1 e BRCA2), o rastreamento pode começar por volta dos 30 anos e incluir:

  • Mamografia.
  • Ressonância magnética anual.

Essas pacientes precisam de mais atenção, já que seu risco é significativamente maior do que na população geral.

Fatores Externos que Influenciam o Risco

A origem do câncer de mama é multifatorial, e alguns elementos do estilo de vida podem aumentar ou reduzir o risco.

Fatores Que Aumentam o Risco
  1. Sobrepeso e obesidade: Relacionados ao aumento na produção de estrogênios.
  2. Consumo excessivo de gorduras saturadas e álcool.
  3. Histórico de radioterapia no tórax antes dos 30 anos.
  4. Terapias hormonais por períodos prolongados.

 

“A saúde está diretamente conectada à qualidade de vida. Alimentação equilibrada e atividade física regular são verdadeiras ferramentas preventivas,” ressaltou o Dr. Carlos.

Fatores Que Podem Reduzir o Risco
  • Manter uma rotina de atividade física regular.
  • Adotar uma alimentação saudável, rica em frutas e vegetais e pobre em gorduras saturadas.
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Atividade Física: Um Fator Protetor

Estudos apontam que a prática regular de exercícios físicos não apenas melhora a saúde cardiovascular, mas também auxilia na prevenção de tumores malignos, incluindo o câncer de mama.

“Incorporar o exercício ao dia a dia reduz os riscos e melhora a qualidade de vida,” reforçou o mastologista.

Conclusão

O câncer de mama é uma doença que pode ser prevenida e tratada com sucesso, desde que detectada precocemente. O rastreamento, com a mamografia anual a partir dos 40 anos, é essencial para o diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura e tornando os tratamentos menos invasivos.

Além disso, manter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e atividade física, é crucial para reduzir os riscos e proteger a saúde das mulheres.

Não deixe de visitar seu mastologista e realizar exames regularmente. Sua saúde é prioridade! 

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